
OMS recomenda medicamentos para tratar obesidade em jovens quando dieta e exercícios não bastam
Description: A Organização Mundial da Saúde (OMS) tomou uma decisão importante sobre o tratamento da obesidade em crianças e adolescentes: se a dieta e os exercícios físicos não derem resultado, os médicos poderão receitar medicamentos para emagrecer, conforme a faixa etária e a avaliação clínica.
Aos 16 anos, Ezekiel começou a usar uma caneta emagrecedora, com acompanhamento médico. A obesidade trouxe problemas de saúde que hoje limitam atividades simples, como caminhar, praticar esportes e subir escadas. “Eu não aguento ir daqui a um mercado, vamos usar assim, sem começar a sentir falta de ar”, relata o estudante.
As recomendações da OMS variam conforme a idade. Para crianças de até nove anos, a entidade não recomenda medicamentos para perda de peso nem cirurgia bariátrica. Dos 10 aos 19 anos, os remédios podem ser considerados quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes. A cirurgia bariátrica também pode ser uma possibilidade.
A mãe de Ezekiel, Daniela Ferreira do Nascimento, espera que o tratamento melhore a qualidade de vida do filho. “Ele é pré-diabético, ele tem pressão alta, ele tem gordura no fígado. Então tudo isso vem do sobrepeso, né, da gordura. Num mês de tratamento, ele perdeu quase sete quilos, né, que pra gente é uma vitória, pra quem nunca perdia peso”, conta.
A endocrinologista Evelise Valadão, do Hospital Moriah, reforça que o uso de medicamentos exige acompanhamento médico. “Você vai entrar com a medicação quando realmente aquele adolescente não teve resultado e isso já está causando algumas comorbidades para a vida dele, um colesterol alto, uma pressão alta, uma diabetes, uma pré-diabetes”, explica.
Cerca de 170 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos eram obesos em 2024, segundo dados da OMS e do Atlas da Obesidade 2026. No Brasil, são aproximadamente sete milhões nessa faixa etária. Para Ana Canton, diretora do Departamento de Endocrinologia Pediátrica da SBEM, é fundamental priorizar o apoio multiprofissional para melhorar a saúde dos jovens e de seu ambiente.
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Aos 16 anos, Ezekiel começou a usar uma caneta emagrecedora, com acompanhamento médico. A obesidade trouxe problemas de saúde que hoje limitam atividades simples, como caminhar, praticar esportes e subir escadas. “Eu não aguento ir daqui a um mercado, vamos usar assim, sem começar a sentir falta de ar”, relata o estudante.
As recomendações da OMS variam conforme a idade. Para crianças de até nove anos, a entidade não recomenda medicamentos para perda de peso nem cirurgia bariátrica. Dos 10 aos 19 anos, os remédios podem ser considerados quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes. A cirurgia bariátrica também pode ser uma possibilidade.
A mãe de Ezekiel, Daniela Ferreira do Nascimento, espera que o tratamento melhore a qualidade de vida do filho. “Ele é pré-diabético, ele tem pressão alta, ele tem gordura no fígado. Então tudo isso vem do sobrepeso, né, da gordura. Num mês de tratamento, ele perdeu quase sete quilos, né, que pra gente é uma vitória, pra quem nunca perdia peso”, conta.
A endocrinologista Evelise Valadão, do Hospital Moriah, reforça que o uso de medicamentos exige acompanhamento médico. “Você vai entrar com a medicação quando realmente aquele adolescente não teve resultado e isso já está causando algumas comorbidades para a vida dele, um colesterol alto, uma pressão alta, uma diabetes, uma pré-diabetes”, explica.
Cerca de 170 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos eram obesos em 2024, segundo dados da OMS e do Atlas da Obesidade 2026. No Brasil, são aproximadamente sete milhões nessa faixa etária. Para Ana Canton, diretora do Departamento de Endocrinologia Pediátrica da SBEM, é fundamental priorizar o apoio multiprofissional para melhorar a saúde dos jovens e de seu ambiente.
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